Brasil sedia solenidade pan-americana pelo Dia Mundial do Doador de Sangue

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Brasil sedia solenidade pan-americana pelo Dia Mundial do Doador de Sangue

Como parte das comemorações ao Dia Mundial do Doador de Sangue, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, lançou nesta terça-feira (16) Manual de Orientações para a Promoção da Doação Voluntária de Sangue. O lançamento foi feito na abertura do evento comemorativo à data que é realizado todos os anos pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Neste ano, o Brasil está sediando o evento, que conta com a participação de 10 países. O manual tem por objetivo atualizar os profissionais de saúde que atuam diretamente com os doadores de sangue nos serviços de hemoterapia do País, além de uniformizar as suas práticas nacionalmente, respeitando as diversidades regionais.
O Brasil é considerado referência na área de doação de sangue entre os países da América Latina, Caribe e África. Desde 2009, a experiência brasileira vem sendo utilizada em cooperações com oito países para o fortalecimento e desenvolvimento da promoção e captação de doação voluntária.
“O mais importante é despertar o compromisso de um gesto de solidariedade, concretizado com o ato da doação. Por isso, devemos aproveitar este dia mundial para conclamar a população a doar vida, sendo um doador de sangue”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro durante a abertura da solenidade.
No encontro, que será realizado até esta quarta-feira, também estarão presentes representantes da política de sangue da Bolívia, Cuba, El Salvador, Equador, República Dominicana, Honduras, México, Paraguai, Peru, e Uruguai. Serão debatidos os avanços nas ações e o fortalecimento da doação voluntária de sangue, como estratégia para a autossuficiência de componentes e derivados do sangue nos respectivos países.
Com o manual lançado nesta terça, o governo federal quer fortalecer, ainda mais, a doação de sangue no Brasil, possibilitando que os profissionais aperfeiçoem seus processos de trabalho para alcançar resultados cada vez mais eficientes. O manual poderá servir também como um parâmetro de boas práticas voltadas para a promoção da doação de sangue a outros países.
Em 2014, o Ministério da Saúde investiu R$ 917,6 milhões na rede de sangue e hemoderivados. Os recursos foram destinados ao fortalecimento da rede nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para a modernização das unidades, qualificação dos profissionais e processos de produção da hemorrede, além da atenção aos pacientes.
Desde 2009, País desenvolve parcerias – A primeira cooperação do Brasil entre países da América Latina e Caribe foi firmada em 2009 com o Uruguai para fortalecimento e desenvolvimento do Sistema Nacional de Sangue do País. Já finalizada, a parceria possibilitou o desenvolvimento de uma nova estrutura para o governo uruguaio, permitindo mais controle e melhorias do sistema de sangue. A doação voluntária de sangue foi uma das diretrizes do projeto que norteou a reestruturação do sistema de sangue no Uruguai.
As cooperações consistem em visitas técnicas do Brasil a outros países para realização de consultorias e capacitações. Também são realizadas visitas técnicas de outros países ao Brasil para apresentação do cenário local. Além disso, são disponibilizados manuais e regulamentos nacionais que possam servir como exemplo a outras nacionalidades. Atualmente, estão em andamento cooperações com El Salvador, Honduras e Benin para a política de doação voluntária. Para Doença Falciforme, foi firmada parceria com Gana, Senegal, Angola e Jamaica. Já em fase de implementação de cooperação estão a República Dominicana e a Bolívia.
Doação 100% voluntária- No Brasil, a doação de sangue é 100% voluntária e os investimentos incluem a qualificação dos programas de atenção integral à pessoa com Doença Falciforme e aperfeiçoamento da produção de hemocomponentes. Atualmente, 1,8% da população brasileira doa sangue. Embora o percentual esteja dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) ” de que pelo menos 1% da população seja doadora ” o Ministério da Saúde trabalha para aumentar este índice.
Vale ressaltar que o sangue é essencial para os atendimentos de urgência, realização de cirurgias eletivas de grande porte e tratamento de pessoas com doenças crônicas, como falciforme e a Talassemia, além de doenças oncológicas variadas que necessitam de transfusão frequentemente. Em 2013, o Ministério da Saúde reduziu a idade mínima de 18 para 16 anos (com autorização do responsável) e a máxima para 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido antes dos 60 anos.
Entre 2013 e 2014, houve aumento de 4,5% nas coletas de bolsa de sangue, passando de 3,5 milhões para 3,7 milhões. Já as transfusões de sangue aumentaram 6,8%. Em 2013, foram realizadas três milhões de transfusões de sangue no Brasil, sendo que em 2014 foram 3,3 milhões de procedimentos. Atualmente, existem 32 hemocentros coordenadores e 530 serviços de unidades coleta (hemocentros regionais e núcleos de hemoterapia) distribuídos por todo o País.

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