Notícias

14/03/2019 - Rio Grande do Sul prepara ações para reforçar importância dos cuidados com os rins



 Estima-se que haja, no mundo, 850 milhões de pessoas com doença renal, decorrente de várias causas

A Doença Renal Crônica (DRC) causa pelo menos 2,4 milhões de mortes por ano, com uma taxa crescente de mortalidade. O tema está presente como parte das ações da campanha “Saúde Preventiva: Pratique essa ideia”, desenvolvida pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS). A diretora de políticas associativas e vice-presidente da Sociedade Gaúcha de Nefrologia (SGN), Cinthia Kruger Sobral Vieira, reforça orientações que são consideradas como regras de ouro.

- Um em cada dez brasileiros tem um tipo de doença renal. O importante é retardar a patologia, desta forma estaremos prevenindo. Se tratarmos bem a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), o diabetes mellitus (caracterizada pelo excesso de açúcar no sangue, devido à atuação ineficaz da insulina) e a obesidade, estamos atuando de forma preventiva. Outro cuidado básico é o sal. Estatísticas mostram que deveríamos comer dois gramas de sal por dia e a média é de 12 gramas – explica.

A médica destaca, ainda, a importância da ingestão constante de água (pelo menos oito copos de água por dia).

O Brasil é considerado o embaixador na prevenção de doenças renais, promovendo o maior número de eventos do mundo. Neste ano, estão previstas pelo menos seiscentas ações no país. No dia 14 de março, acontece pela 4ª vez a iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Em Porto Alegre, vários hospitais realizam atividades especiais. No domingo (17/03), haverá o tradicional encontro no Brique da Redenção, onde várias entidades participam das 9h às 13h horas. Haverá distribuição de material informativo e aferição de pressão arterial. O Hospital Ernesto Dornelles vai ser iluminado de azul e vermelho no dia. Também oferecerá um almoço com a quantidade de sal reduzida para os colaboradores.

Nova missão

Este ano, o Dia Mundial do Rim promovido pela Sociedade Brasileira de Nefrologia se propõe a aumentar a conscientização sobre a alta e crescente presença de doenças renais em todo o mundo e a necessidade de estratégias para a prevenção. O objetivo final desta política é o de promover a saúde da população, garantindo o acesso universal, sustentável e equitativo provendo os cuidados essenciais, e de alta qualidade na saúde, e permitindo a acessibilidade à informação e tratamento da doença renal nos diferentes grupos socioeconômicos.

Especificamente, o DMR alerta e conclama a todos para defenderem medidas concretas em todos os países para melhorar os cuidados dos rins, entre elas destacam-se:

– Incentivar e adotar estilos de vida saudáveis (acesso à água potável, exercícios, dieta saudável, controle do tabagismo. Muitos tipos de doenças renais podem ser prevenidos, retardados e/ou controlados quando medidas apropriadas de prevenção estiverem em vigor.

– Fazer o rastreio (screening) de doenças renais e uma intervenção de cuidados de saúde primários incluindo o acesso a ferramentas de identificação (por exemplo, análises de sangue (como a dosagem da Creatinina) e exames de urina. O rastreamento de indivíduos de alto risco e o diagnóstico e tratamento precoces são eficazes em termos de custo para prevenir ou retardar doenças renais em estágio terminal.

– Garantir que os pacientes com doenças renais, mesmo quando desprovidos de condições financeiras, recebam os serviços básicos de saúde que necessitam (por exemplo, o controle da pressão arterial e do colesterol, acesso aos medicamentos essenciais) para retardar a progressão da doença.

– Apelar ao poder público que implante e aprimore políticas transparentes que regulem o acesso universal e sustentável a serviços avançados de cuidados de saúde (por exemplo, diálise e transplantes) e uma melhor proteção financeira aos centros de tratamento à medida que mais recursos se tornem disponíveis.

-Quebrar barreiras socioeconômicas e expandir o acesso a serviços abrangentes para atender às necessidades da população é essencial para garantir uma atenção equitativa aos rins e aumentar a qualidade.

Fonte: ASCOM AMRIGS

Foto: Marcelo Matusiak

 



Todas Notícias