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07/11/2019 - CEHM-RS e Sociedades de Especialidades avaliam cenário da saúde suplementar



Na noite desta quarta-feira (06/11), a Comissão Estadual de Honorários Médicos do Rio Grande do Sul (CEHM-RS) se reuniu com representantes das Sociedades de Especialidades, na sede da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) para apresentar o cenário atual do sistema de saúde suplementar e organizar as demandas das especialidades médicas.



O evento foi ministrado pela Dra. Niura Terezinha Tondolo Noro, diretora do Exercício Profissional da AMRIGS; pelo Dr. Eduardo Lopes Machado, conselheiro do Conselho Regional de Medicina (CREMERS); e pelo Dr. Marcos Rovinski, secretário geral do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS).



Segundo Dr. Eduardo, no Brasil, aproximadamente 47 milhões de pessoas têm plano de saúde. Através de reuniões realizadas com as operadoras, a CEHM observou que as adversidades predominantes são a fragmentação de demandas e a precarização das relações de trabalho. Portanto, o plano de ação do grupo consiste, em sua maioridade, em encontros com as Sociedades e visitas às operadoras, ações já efetuadas, além de ação nas universidades – o Rio Grande do Sul é o 3° estado do Brasil com menor índice de recém-formados -, contato com a Associação Médica Brasileira (AMB), e atualização completa da CBHPM. Dr. Rovinski também expôs a preocupação do Sindicato Médico em relação à defasagem da remuneração médica, principalmente quando novos médicos entrarem no mercado de trabalho.



A pesquisa realizada pela Comissão a respeito da relação do médico com as operadoras de saúde foi apresentada aos presentes pela Dra. Niura. Segundo o estudo, 88% dos médicos atuam como pessoa física em relação às operadoras. No que diz respeito à atuação profissional, 86% dos entrevistados atuam em consultório próprio. Os principais motivos para o descontentamento da relação estão a baixa remuneração, a difícil comunicação com a operadora, burocracia excessiva, atraso no pagamento e excesso de glosas. Ainda, 35% utilizam a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) como referência.




A proposta é de que as Sociedades de Especialidades enviem à Comissão, até o dia 31 de dezembro, questionamentos, sugestões, demandas e modificações na CBHPM.  A CEHM continuará realizando reuniões com as Sociedades, para notificação do processo.







Fonte: Ana Carolina Lopes/AMRIGS

Fotos: Ana Carolina Lopes/AMRIGS



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