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11/11/2019 - Relação entre médico perito e periciado é diferente da relação assistencial



Vice-presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Dirceu Rodrigues, participou do "CREMERS Debate", evento que abordou a Perícia Médica como uma especialidade fundamental e de que forma o Direito e a Medicina devem dialogar



Com o tema "Perícia médica contemporânea - princípios éticos e legais", a edição de novembro do CREMERS Debate, realizada na manhã de sábado (09/11), no auditório do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul, apresentou as novas caraterísticas da Perícia Médica e mostrou como é fundamental compreender os aspectos legais e jurídicos.

Para o desembargador da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJRS), Ney Wiedemann, o conhecimento das leis e das atribuições do perito auxilia no exercício correto de suas funções.

- O profissional da perícia deve conhecer a legislação e as normas éticas incidentes para que esteja apto a realizá-la nas mais diversas modalidades - salientou.

Segundo o médico perito e clínico, Jorge Luiz Fregapane, a Perícia Médica se apresenta como uma nova especialidade, devido suas diversas funções e formas de análise.

- O médico assistencial não emite juízo de valor sobre o trabalho do médico perito. São relações diferentes e o paciente deve compreender isso. Entre perito e periciado não há relação de amizade - enfatizou Fregapane.



Além das palestras de Ney Wiedmann e Jorge Luiz Fregapane, o evento contou com a participação do procurador de Justiça do Ministério Público Estadual e mestre em Direito, Juan Carlos Durán; da juíza federal da 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Taís Schilling Ferraz; da professora de Medicina Legal da PUCRS e conselheira do CREMERS, Márcia Vaz; da conselheira federal Tatiana Della Giustina; e do procurador do CREMERS, Juliano Lauer.

Fonte: Ascom AMRIGS

Fotos: Vitor Figueiró



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