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02/09/2022 - AMRIGS analisa avanços na medicina e novo cenário a partir da chegada da tecnologia 5G



Revolução tecnológica deve impactar várias áreas da saúde impulsionando, por exemplo, cirurgia robótica, telemedicina e melhorias no diagnóstico de pacientes

A área da saúde vive um momento de grande transformação a partir da chegada da tecnologia 5G no Brasil. O sucessor do 4G para redes móveis e de banda larga começou a ser implantado no fim de 2018 e chegou a Porto Alegre no último mês, prometendo maior largura de banda e consequentemente mais velocidade para download, podendo chegar em até 10 gigabits por segundo (Gbit/s).

As telecirurgias, ainda pouco realizadas no Brasil e no mundo devido ao risco pela latência do sinal, devem ser cada vez mais frequentes, contando ainda com uma equipe médica dividida em mais de um centro de saúde. A maior velocidade na captação, no armazenamento e na análise dos dados também permitirá ganhos com diagnósticos cada vez mais precisos e rápidos. Há, também, expectativa para o crescimento do uso da inteligência artificial. Terapias para tratamento de condições neurológicas e de saúde mental poderão ser aperfeiçoadas com a realidade virtual e a realidade aumentada.

Segundo o diretor Científico e Cultural da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Guilherme Napp, a capacidade de transmissão de dados vai permitir que se colete inúmeras informações de pacientes através de dispositivos chamados wearables (objetos que o usuário pode vestir, carregar ou usar como acessório). Nesse cenário, ele destaca, também, situações de emergência, no qual será possível conectar dados do paciente que está em transporte diretamente com o hospital.

“Isso vai permitir um aprimoramento no diagnóstico e tratamento”, afirma.

A expectativa é que o uso das tecnologias de Inteligência Artificial, Machine Learning e Internet das Coisas possa equipar o médico cada vez mais de informações para tomada de decisão.

“Já se fala em uma mudança de paradigma no sistema de saúde, naquilo que vem sendo chamado na Medicina 4P que é: Preventiva, Preditiva, Participativa e Personalizada”, acrescenta o médico.

Um dos grandes desafios, segundo Dr. Napp, é a interpretação de dados que realmente serão úteis, uma vez que o excesso de informações pode, em alguns casos, confundir o tomador de decisão. Por isso, há uma preocupação a respeito da forma negativa que a tecnologia possa influenciar nos cuidados com a saúde da população.

“É importante haver um cuidado com notícias alarmantes e que podem gerar pânico nas pessoas. Até hoje, não existe nenhum tipo de evidência científica sobre o risco de internet e ondas de rádio sobre a saúde”, finaliza.

Por fim, o médico destaca a importância da qualificação de todos profissionais que atuam na área da saúde, diante desse processo amplo de inovação. Através desses esforços será possível com recursos humanos e tecnológicos fazer o bom uso da inovação à serviço da população.

Fonte: Marcelo Matusiak, Gracielle Balsan e Ana Carolina Lopes
Foto: Freepik 



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