Palestra da AMRIGS debateu estratégias de controle e manejo da dengue e demais arboviroses

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Palestra da AMRIGS debateu estratégias de controle e manejo da dengue e demais arboviroses

Em momento que o RS enfrenta situação crítica de dengue, evento online abordou as doenças causadas pelos chamados arbovírus na Atenção Primária à Saúde

Até agora, 87% dos municípios gaúchos registraram infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), que emitiu na última sexta-feira (25/03), um alerta epidemiológico sobre a dengue, neste ano já são 2.252 casos confirmados da doença no Rio Grande do Sul.

Ciente da importância de ampliar os debates sobre o tema, a AMRIGS promoveu nesta quinta-feira (31/03), a palestra “Arboviroses na Atenção Primária à Saúde”, em parceria com a Associação Gaúcha de Medicina de Família e Comunidade (AGMFC). Com transmissão online, o evento gratuito teve a moderação do diretor de Exercício Profissional da AGMFC, Juliano Campanha Barcelos, e as apresentações do médico de Família e Comunidade, Marcello Dalla e da diretora da Vigilância Estadual em Saúde, Cynthia Molina.

Marcello Dalla ressaltou a importância do cuidado centrado na pessoa, abordando tópicos como classificação e manejo da dengue e demais arboviroses, reclassificação de risco, sinais de alerta, diagnóstico diferencial, condutas em diferentes casos, características dos repelentes e sugestões aos profissionais da saúde. Quanto aos profissionais, lembrou que eles devem buscar o manual do Ministério da Saúde sobre diagnóstico e manejo da dengue, a fim de se manterem atualizados, e enfatizou a relevância das notificações dos casos da doença.

“As notificações ajudam a identificar um possível surto, o que acaba fornecendo subsídios para que a Vigilância Sanitária tome medidas. Há o sistema de notificação eletrônico e também por telefone, o que não pode é deixar de fazer”, disse.

Outro cuidado lembrado pelo palestrante é estimular a cultura da hidratação imediata ao paciente, que auxilia na recuperação. De acordo com ele, cabe ao profissional da saúde explicar que não é apenas soro caseiro, mas chá, suco, água e demais líquidos que podem ser ingeridos ao longo do dia. Para o médico, é preciso estar atento às condições dinâmicas das arboviroses, observando todos os sinais no paciente, sobretudo se houver dor abdominal.

“A dengue tem uma peculiaridade, onde os sinais de alarme e o agravamento do quadro clínico costumam ocorrer na fase de remissão da febre, entre o 3º e o 6º dia da doença”, explicou.

Na sequência, a diretora da Vigilância Estadual em Saúde, Cynthia Molina, apresentou o painel de monitoramento das arboviroses no RS, que busca facilitar o acesso da população e profissionais de saúde às informações sobre a evolução das doenças no Estado. Segundo ela, é interessante que os profissionais acompanhem os boletins oficiais a respeito das doenças mais recorrentes nas regiões onde atuam. O acesso pode ser feito através do link https://bit.ly/3JZroZR

“É a pior situação que vivemos em relação à dengue, nesta época do ano, em uma longa série histórica. Por isso o debate de hoje é importantíssimo”, avaliou ela, sublinhando a necessidade de um esforço coletivo para o enfrentamento da doença.

O evento faz parte do objetivo da AMRIGS em promover a ciência e o debate de temas da atualidade, a fim de contribuir na qualificação profissional e melhoria da saúde dos gaúchos.

Fonte: Julian Schumacher
Foto: Reprodução de imagem/AMRIGS

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