Técnicos de todo o RS recebem capacitação para diagnóstico e tratamento do botulismo

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Técnicos de todo o RS recebem capacitação para diagnóstico e tratamento do botulismo

Técnicos da vigilância sanitária e epidemiológica da rede pública de todas as regiões do RS participam hoje (26) e amanhã, no Centro Administrativo do Estado, do Seminário de Atualização em Botulismo, Aspectos de Vigilância Epidemiológica, Sanitária, Laboratório, Diagnóstico e Tratamento. Além destes, também participam técnicos e médicos do Núcleo de Vigilância de hospitais e da Estratégia de Saúde da Família, da Anvisa e do Ministério da Agricultura. É promovido pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde (SES).

 

O evento visa a capacitar os profissionais a identificar, investigar e tratar os casos de suspeita de botulismo, que é uma doença grave, de alta letalidade, que caracteriza-se por uma intoxicação com sintomas neurológicos, provocada por uma toxina. Apresenta-se sob três formas: botulismo alimentar, por ferimentos e intestinal, sendo que todas se caracterizam por manifestações neurológicas e/ou gastrintestinais. Os sintomas da doença são: náusea, visão dupla, turva ou embaralhada, dificuldade de deglutição e de articular palavras, paralisia dos músculos intercostais (costelas) e queda da pálpebra, entre outros. O aparecimento rápido dos sintomas indica gravidade.

 

A coordenadora estadual do Programa de Doenças Transmitidas por Alimentos, do CEVS, Denise Figueiredo, explica que deve ser evitado o consumo de conservas que estejam estufadas ou com líquido sobrenadante turvo, e também não deve ser aspirado o conteúdo dos potes. Os alimentos ingeridos devem ser de produtos inspecionados, de procedência conhecida, com atenção especial para enlatados, embutidos e conservas, alertam os técnicos.

 

"A doença não é frequente mas, quando ocorre, a possibilidade de óbito é alta, por isso a importância de um diagnóstico rápido e preciso, com tratamento adequado", explicou o diretor do CEVS, Celso dos Anjos. "É necessário que os técnicos de saúde humana e animal estejam capacitados e trabalhem em conjunto, para que possam detectar precocemente as possíveis fontes de infecção", completou Celso. Nos últimos dez anos, dez casos foram notificados no RS, sendo dois confirmados, mas sem óbitos.

 

 

Encontro no CAFF reuniu 150 participantes (Foto: Denise Gewehr)

 

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