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Ações contribuem para a redução da mortalidade infantil no estado

Investimento no pré-natal é uma das principais iniciativas para evitar novos óbitos

Para chegar ao final do ano com um índice histórico de apenas um dígito, ou seja, aproximadamente 9,5%, os médicos apostam em três fatores preponderantes que ajudam a reduzir as taxas de mortalidade infantil. Um deles é o combate à doenças infecto-contagiosas e prevalentes. O incentivo ao aleitamento materno e o acompanhamento do processo de crescimento e desenvolvimento também integram os aspectos de decréscimo de óbitos infantis.

- O investimento no pré-natal, principalmente no tratamento das afecções maternas e assistência adequada durante o trabalho de parto e ao recém-nascido no momento do nascimento é onde deve estar o foco da redução. Além disso, a instituição do monitoramento do trabalho de parto junto com a assistência ao recém-nascido no momento do nascimento colaborou para a redução da anóxia como causa das mortes – explica o médico associado da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Érico Faustini.

Os três municípios gaúchos com o menor coeficiente de mortalidade infantil (CMI) são Charqueadas (2,6), Jaguarão (2,9) e Sarandi (3,2). Os dados são do Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul e apontam os resultados até 2015.

A preocupação do pediatra deve-se ao fato de que justamente a maioria das mortes infantis ocorre nos primeiros seis dias de vida e está relacionada com as afecções do período perinatal, causas associadas a problemas durante a gestação, trabalho de parto e nascimento.

- As enfermidades maternas podem não estar relacionadas com a gravidez, como a hipertensão arterial sistêmica ou ser relacionada com a gestação, como ruptura prematura das membranas e complicações da placenta. Constituem-se em situações associadas ao nascimento prematuro e aos óbitos por doença da membrana hialina, infecções ou prematuridade extrema. A assistência deficiente no trabalho de parto geralmente estão relacionadas às mortes por anóxia – complementa Érico Faustini.

A redução do CMI no estado é reflexo de um pacto firmado em 1990, entre o Brasil e a Organização das Nações Unidas (ONU), onde o país comprometia-se a reduzir em 2/3 os óbitos de menores de cinco anos até 2015. O objetivo fazia parte das metas do milênio como meio de reduzir a pobreza e desigualdade social. Em 2013 o Brasil atingiu o CMI de 14,4.

Fonte: Francine Malessa/PlayPress
Fotos: Ana Meinhardt
Data: 17/10/17      Atualizada em: 17/10/17
Tags: pré natal , óbitos , crianças ,









 
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