Saúde emite alerta epidemiológico para sintomas da leishmaniose

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Saúde emite alerta epidemiológico para sintomas da leishmaniose

A Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) emitiu alerta epidemiológico à rede de atendimento nesta sexta-feira, 10. O documento destaca que os profissionais dos serviços de saúde do município devem ficar atentos a pessoas que cheguem com febre há mais de sete dias, aumento do tamanho do baço e do fígado, acompanhados ou não de palidez e emagrecimento. Também confirma o segundo caso de leishmaniose visceral humana contraída na Capital, levando a óbito paciente morador do bairro Jardim Carvalho. 
 
Atualmente, as áreas consideradas endêmicas para a doença são os bairros Jardim Carvalho e Morro Santana. Todo caso suspeito deve ser notificado imediatamente à Vigilância em Saúde, por telefone, já no atendimento do paciente, quando o profissional suspeitar clinicamente do caso. Os exames sorológicos específicos serão encaminhados no momento da notificação.
 
Ação da prefeitura “ Diferentes ações vêm sendo implementadas pela prefeitura, tanto em âmbito interno, com emissão de alerta à rede de serviços de saúde e capacitações com profissionais de diversos setores que atuam na abrangência das áreas endêmicas – envolvendo inclusive técnicos do Ministério da Saúde e universidades, como junto às comunidades. Visitas, diagnóstico e definição de ações ambientais e de saúde vêm sendo feitas por representantes de diversos órgãos municipais. A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos trabalha em conjunto na limpeza de terrenos e áreas vulneráveis da região. 
 
A leishmaniose visceral é doença grave, causada pelo protozoário Leishmania infantum, que é transmitida principalmente pela picada do mosquito-palha. Embora a doença atinja especialmente cães, seres humanos também podem ser infectados, acidentalmente, pela picada do inseto. O mosquito-palha se contamina picando um cão infectado. A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra, nem dos cães para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre pela picada da fêmea do mosquito-palha. Não há vacina contra leishmaniose visceral, doença que pode ser curada em humanos, mas não em animais.
 
Leishmaniose visceral humana “ Pessoas que apresentem febre persistente, principalmente aquelas que viajaram ou que residam próximo de casos confirmados de leishmaniose canina, devem ser levadas à unidade de saúde mais próxima da residência, para acompanhamento e providências. A medicação é fornecida pelo poder público após confirmação da doença.
 
Leishmaniose visceral canina “ É uma doença que exige notificação dos serviços veterinários à Equipe de Vigilância de População Animal da SMS. Entre os sintomas estão emagrecimento progressivo, feridas e descamações de pele, queda anormal de pelos, aparecimento de ínguas, crescimento anormal das unhas, inchaço de pernas, sangramento de nariz, entre outros. Caso o cão apresente sintomas, a orientação é procurar um serviço veterinário e informar a existência de caso confirmado da doença próximo à residência.

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